"Um critério seguro para medir o grau de liberdade existente numa sociedade reside no exercício da livre escolha dos cidadãos, no espaço que lhes é oferecido. Trata-se de coisas aparentemente tão anódinas como a liberdade de ir-e-vir, a liberdade de escolha de uma religião, a liberdade de uso do corpo de cada um,..."
FONTE: http://www.avozdocidadao.com.br/agenda_livre_escolha.asp

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

HISTORIA DA FISICA NO BRASIL

A  história  da  física  no  Brasil  é  recente;  antes  de  1934  não  houve  praticamente pesquisa  neste  campo,  limitando-se  alguns  poucos  professores  a  acompanhar  os avanços  havidos  na  Europa.  Por  exemplo,  o  primeiro  professor  de  física  da  escola Politécnica  em São Paulo,  Francisco  F. Ramos,  tirava  radiografias  em  1896,  apenas  1 ano após   a descoberta de Roentgen. Outro professor desta escola, Teodoro A. Ramos roferiu ema série de conferências sobre a Mecânica Quântica em 1931. Não havia ainda niversidades  no  país,  limitando-se  os  estudos  as  escolas profissionais de  direito, edicina  e  engenharia.  Como  conseqüência   da  revolução  de 1930, as primeiras universidades  foram  fundadas  em  São  Paulo  (1934)  e  no  Rio   de Janeiro  (1935), baseadas  em  faculdades  de  Filosofia  ,  Ciências  e  Letras dedicadas explicitamente à pesquisa,a além do ensino. Entretanto só muito lentamente o espírito de pesquisa começou a permeiar as Universidades, ate que hoje mantem características de escolas profissionais.

Em  São  Paulo  os  núcleos  de  pesquisa  foram  formados  por  eminentes  professores europeus.  O  Departamento  de  Física  da  nova  faculdade  foi  fundado  pelo  professor italiano Gleb Wataghin que logo criou em torno de si um grupo ativo de jovens entusiastas estudando as propriedades dos  raios cósmicos,  tanto experimentalmente como do ponto de vista teórico. * Já em 1941 realizou-se um simpósio internacional de raios cósmicos no Rio, em  que  o  grupo  paulista  apresentou  trabalhos  de  bom  nível.  Depois  da  guerra mundial de 1939-45 muitos  jovens discípulos de Wataghin estagiaram na Europa ou nos Estados  Unidos,  onde  participaram  de  trabalhos  de  vanguarda,  salientando-se  a descoberto do meson pi  (Lattes, Ochialini e Powell, 1947) e sua subseqüente produção artificial  (Lattes  e  Gardner,  1948).  Voltando  ao  Brasil,  estabeleceram  grupos  próprios.

Assim C.M. G Lattes, J. Tiomno e J. Leite Lopes e outros  fundam o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas no Rio  (1951) que  foi o mais  importante centro de  física de partículas teórica e experimental até 1963.

Também  no  Rio,  Bernard  Gross  dá  início  aos  estudos  de  física  dos  materiais  do Instituto Nacional de Tecnologia, continuados por J. Costa Ribeiro na Faculdade Nacional de Filosofia (hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Na  Universidade  de  São  Paulo,  M.D.  S  Santos  dirige  a  instalação   do  primeiro acelerador  nuclear,  um  Betatron,  em  1948;  alguns  anos  depois  ºSala  e  colaboradores constroem  um  acelerador  eletrostático.  X.  Schenberg  realiza  pesquisa  em  teoria  dos campos e propicia, quando chefe do Departamento, a instalação do laboratório de estado sólido. Fundam-se novas instituições: P.A Pompéia instala o Departamento de Física  do Instituto Tecnológico da Aeronáutica, em S. José dos Campos; P.L Ferreira estabelece o Instituto de Física teórica;  ª  de Moraes torna-se diretor  do Observatório Astronômico de São Paulo, etc.

A  partir  de  1956  são  fundadas muitas  outras  instituições  de  pesquisa  em  física  em todo o país, como mostra a tabela 1. Cresce o número de físicos e em 1966 é fundada a Sociedade Brasileira de Física, com sede em São Paulo (no IFUSP; CX. Postal 20553, S. Paulo), que atualmente tem 1200 sócios e publica a Revista Brasileira de Física, contendo trabalhos  originais  realizados  principalmente  no  país. No momento  a SBF  de Física  no Brasil.

A  necessidade  de  físicos  para  os  próximos  anos,  em  havendo  desenvolvimento econômico e educacional  rápido, é estimada em  vários milhares. O ensino de  física no nível médio  e  superior  ainda  é ministrado  em  grande  parte  por  profissionais  de  outros campos,  como  engenheiros  e  médicos.  Somente  neste  setor  há  necessidade  de professores universitários às centenas  e professores secundários aos milhares, sem falar de institutos de pesquisas e indústrias.

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